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Página 1 de 4 A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses, foi fundada em 1876, ao serviço da população, na altura foi adoptado o lema “ Periculis Ire Obviam “, que permanece até aos dias de hoje. A fundação da Associação surgiu por iniciativa de um grupo de guardenses plenos de boa vontade e preocupação pela inexistência de um Corpo de Bombeiros na Cidade, deram então inicio ao processo, reunindo-se a 5 de Agosto de 1876 na residência do Exm.º Sr. Geraldo José Batoréu, que liderava o grupo e fundaram a “ Companhia dos Bombeiros Voluntários “. A comissão fundadora era constituída pelos Srs. Geraldo José Batoréu, Manuel Jacinto, António Gonçalves Ribas, Jerónimo Rodrigues Leal, José Lopes Faia Júnior, Jerónimo Rodrigues Outeiro, Alfredo d´Almeida Barbas, António da Cruz, João Bernardo d´Oliveira, José Joaquim Rodrigues, Joaquim Gonçalves Ribas e Amândio Augusto Ferreira. Logo no final dessa tão importante reunião, foi lavrada a acta da mesma, provando desta forma o dia da fundação do nosso Corpo de Bombeiros. Foi também formada a primeira Direcção, embora que provisória, pelos elementos seguintes:
Presidente : Padre António José Rebelo Vice-Presidente : Gerardo José Batoréu Secretário : António Andrade Rebelo C. Junior Vice-Secretário : Jerónimo Rodrigues Outeiro Vogal : José Lopes Faria Junior
Foi estabelecido que de futuro se iriam reunir em casa do Exmº Sr. Geraldo José Batoréu, todas as 5ª feiras de cada semana e também que o primeiro passo a seguir seria solicitar á Câmara Municipal que o Corpo de Bombeiros dependesse financeiramente da mesma e simultaneamente dirigir á Câmara o primeiro pedido solicitando-lhe os materiais e equipamentos necessários. Não podemos deixar de recordar que o Exmº Sr. Presidente da Câmara da altura, o Sr. Fransisco António Patrício, propôs a organização do serviço de incêndios, facto esse que ligou para sempre o nosso Corpo de Bombeiros á Câmara da Cidade da Guarda. Foi nomeado Inspector da Associação o Sr. Geraldo Batoréu. Conhecida portanto a primeira sede do Corpo de Bombeiros como sendo a casa do Sr. Geraldo Batoréu, passado algum tempo foi tomado como sede o Teatro do Bombeiros Voluntários, que era a única casa de espectáculos da Cidade, com cerca de 221 lugares, distribuídos por 5 camarotes, 29 cadeirões e os restantes em galeria, sendo pois o local eleito para reuniões das gentes da Cidade. A primeira peça efectuada no teatro foi “ O Milagre de Nª Srª de Nazaré “. O espaço era alugado a grupos de teatro amadores e outros, tendo-se mantido como propriedade e sede do Bombeiros até aos anos vinte. Durante todos estes anos os elementos que constituíam o Corpo de Bombeiros Voluntários, encontravam-se espalhados pela Cidade, organizados em sete secções distintas, cada secção tinha um chefe que além de coordenar esse grupo de elementos tinha que ler diariamente a ordem de serviço emanada pelo Comandante, que nesta altura era o Sr. Jaime Bigotte de Carvalho. Em 1906 foi nomeado o novo Comandante José António Dias e Inspector o Sr. Artur Andrade. Passados cerca de 8 meses foi nomeado o Comandante Salvador do Nascimento.
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